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Empatia e Trabalho Remoto



Estava conversando com uma amiga que, assim como eu e como vários dos que leem este texto, está trabalhando em modo virtual, juntas concluímos que os tempos são de intensificação do trabalho remoto, das reuniões por vídeo, dos cursos online, dos webseminários, das lives pelo IGTV[1] ou YouTube. Aspectos positivos temos muitos e a telemedicina é um deles.


Abram suas câmeras! Queremos nos ver!

Professores precisam observar seus alunos, médicos e terapeutas precisam ver seus pacientes. Captar-lhes a expressão facial, além da entonação da voz. Mas, e quando é preciso, compartilhar uma imagem que está na tela de quem apresenta a aula, a palestra, a instrução? Como continuar captando as impressões da audiência?


Estávamos habituados a compartilhar o espaço com outras pessoas, falando amenidades e com colegas durante o almoço, na parada para um cafezinho, preparando apresentações juntos, e agora a maioria de nós está trabalhando em modo virtual.


Mais do que nunca, precisamos de empatia.


No artigo intitulado: Como ser um colaborador remoto empático durante a crise do COVID-19, redigido por Christopher Littlefield, publicado pela www.hbrascend.org, nos traz algumas dicas para desenvolver a empatia no trabalho virtual.

Aqui comentamos algumas delas:


Entenda o que cada pessoa está lidando em casa:


  • Lares possuem ritmo próprio e distinto. Alguns possuem crianças (que estão afastadas de suas escolas), algumas possuem pessoas idosas, existem aqueles que possuem jovens adolescentes, outros possuem animais de estimação enfim: famílias.


Mantenha contato diariamente


  • O contato diário aproxima e cria laços. Não custa perguntar: Como estão passando? Todos bem? Construir laços é demonstrar interesse genuíno.

  • Quanto mais conversamos, mais aprendemos a conhecer as expressões faciais, perceber o que pode aproximar mais as pessoas, como as pessoas reagem a diferentes condições, em que se baseiam para tomar decisões.

  • Entrar em contato apenas nos momentos em que precisamos “resolver problemas” ou “em ponto de controle” não é suficiente para estabelecer uma conexão e relação de confiança.


Torne seguro pedir ajuda


  • Quando existem laços e confiança, eventuais pedidos de ajuda tornam-se possíveis em casos de necessidade. Algumas pessoas podem ter dificuldade de manter o foco atuando em trabalho remoto e com a comunicação virtual.

  • Os motivos podem ser variados, começando pelas habilidades em lidar com as ferramentas de trabalho virtual, até a geração de uma fadiga virtual pelo excesso de tempo mantido online.


Pratique a paciência e compreensão


  • Todos estamos gerenciando uma carga cognitiva aumentada à medida que nos adaptamos a uma nova maneira de viver e trabalhar. Nestes momentos, todos estamos sujeitos a atrasos de geração de relatórios, ao não entendimento das necessidades do outro.

  • Assim a facilidade de compreender eventuais falhas do outro e exercitando a paciência, pode ajudar a construir relações mais duradoras.


Nem tudo precisa estar perfeito.


  • Faz anos que escuto: “O ótimo é inimigo do bom”, então este é o momento de exercitar. Aceitar que existem condições que estão fora de nosso controle e que pode impedir que tudo saia “perfeito”. Devemos nos preparar para aceitar o “bom”, que afinal pode até ser “muito bom”.

  • Alguns irão abrir suas câmeras, com imagens da sua casa ao fundo. Então, pode ser que ouça um choro de criança ou um gato resolva passar ao fundo. Tudo bem! Existem condições que fogem ao nosso controle, mas não prejudicam o trabalho, o resultado que pode ser muito bom!


Compartilhe recursos e ideias de autocuidado


  • Laços de confiança entre colegas de trabalho possibilitam e são fortalecidos por “troca”. Troca de informações, de referências, de experiências. Quanto mais trocamos, ou damos, mais recebemos.


Cultive uma cultura de gratidão


  • Ajudar a cultivar uma cultura de gratidão é o novo caminho para Cultura Organizacional. Que pode começar simplesmente por expressar a apreciação quando as pessoas se conectam em uma reunião, terminar uma tarefa, ou chegar aos oferecer apoio.

  • A Cultura Organizacional também está mudando para um modelo com enfoque maior em cuidado, atenção, preocupação com bem estar.

  • Nosso post no LinkedIn de 25 de Maio, traz o resultado da pesquisa realizada pelo Barrett Values Center que nos mostra os novos direcionadores de Cultura Organizacional. (https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:6670842540796723201)

Seja leve e considere um pouco de diversão


  • O trabalho remoto e as reuniões virtuais também pode ter momentos de descontração.

O artigo “Como ser um colaborador remoto empático durante a crise do COVID-19”, de Christopher Littlefield pode ser acessado através do link: ( https://hbrascend.org/topics/how-to-be-a-respectful-and-empathetic-remote-coworker-during-the-covid-19-crisis/). Uma boa dica de leitura

Elizabeth Borges, PMP

Sócia Diretora Aleia

[1] O IGTV é um aplicativo do Instagram para compartilhar vídeos verticais de alta qualidade e com até uma hora de duração

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